← Obras

O ENCANTO DA FIGURA DE ALMADA NUM DOMINGO LISBOETA

O ENCANTO DA FIGURA DE ALMADA NUM DOMINGO LISBOETA, 2024 — Corre-Pé

Esta pintura parte de Almada Negreiros e do seu tríptico Domingo Lisboeta. Não quis reproduzir a obra original, mas usar algumas das suas referências para construir uma composição própria. À direita, Almada surge, reconhecível pela boina preta, no meio de um conjunto de personagens humanas e animais. As figuras sobrepõem-se, cruzam-se e parecem participar numa cena coletiva, marcada pela presença de uma figura feminina em tons de amarelo e vermelho. Mais acima, uma figura branca destaca-se no meio da composição, enquanto a lua ocupa o canto superior direito. A pintura vive do contraste entre o azul intenso do fundo e a força dos vermelhos, amarelos e laranjas. Com as suas formas expressivas e proporções distintas, as figuras constroem um espaço onde o real e o imaginário se encontram. Integrada na série Origens, esta obra dialoga com uma figura incontornável do modernismo português, sem deixar de afirmar a minha própria linguagem pictórica. Aqui, Almada é um ponto de partida para uma composição onde personagens, gestos e cores se cruzam e dão origem a uma nova leitura visual.

Ano
2024
Técnica
Acrílico sobre Tela
Dimensões
80 × 100 cm
Estado
Disponível
Preço sob consulta

Respondemos pessoalmente até ao próximo dia útil.

Corre-Pé
Sobre o artista

Corre-Pé

Nasceu em 1968, Barreiro, Portugal · Vive e trabalha em Lisboa, Portugal

Há pintores que retratam pessoas. Corre-Pé pinta aquilo que as pessoas carregam por dentro. Artista contemporâneo português, com atelier em Alhos Vedros, Corre-Pé cresceu com a pintura por perto desde muito cedo. Foi em 2000 que decidiu levá-la a sério, e desde então nunca mais parou de questionar, investigar e afinar a sua própria linguagem. Hoje identifica o seu trabalho como Contemporary Social Art, uma pintura que olha para a identidade, para os comportamentos coletivos, para as relações humanas e para aquilo que nos torna humanos. A figura humana está no centro de tudo. Corre-Pé deforma-a, multiplica-a e envolve-a em linhas expressivas e cores primárias intensas, o vermelho, o azul e o amarelo que se tornaram a sua marca. Das tascas ao fado, da mesa partilhada às grandes questões da condição humana, as suas telas transformam cenas do quotidiano português em imagens simbólicas, cheias de energia, humor e inquietação. O processo é tão singular como o resultado. Antes da tinta, há sempre palavras. Notas, memórias, conversas e observações que depois ganham corpo diretamente na tela, quase sem esboços, deixando espaço para a intuição e para o inesperado. O percurso confirma a força desta linguagem. Em 2026 foi distinguido na The Christie’s Owners Collection e selecionado como finalista do Premio Brera, em Milão, com a obra Transformação, inspirada em A Metamorfose de Kafka. Foi ainda finalista do III Concurso de Pintura Ciudad de Martos (2025), recebeu uma Menção Honrosa no Dama de Oro Prize (2024) e o Prémio Revelação na Exporádico, em Alhos Vedros (2016). Expôs individualmente no Museu Nacional Ferroviário, na Galeria Municipal de São Brás de Alportel, na Galeria Geraldes da Silva e no Núcleo Museológico de Favaios, e participou em exposições coletivas em Portugal e no estrangeiro, de Lisboa a Miami. As suas obras fazem parte de coleções privadas em Portugal, na Suíça e na América do Norte.

Zoom in

Subscreva a nossa newsletter

Seja o primeiro a saber dos nossos eventos, exposições, artistas e muito mais.